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A indústria de alimentos já se prepara para o futuro pós-pandemia

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A indústria de alimentos será um dos segmentos mais afetados no pós-pandemia do novo coronavírus. Foi o próprio secretário-geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), António Guterres, quem garantiu isso. Ao mesmo tempo, bancos de investimentos, como o americano Goldman Sachs, já apontam o setor frigorífico, entre outros, como aqueles que se tornarão de maior risco para investimentos.

A verdade é que a indústria de alimentos já se prepara para o futuro pós-pandemia. Os desafios, que até então eram enormes e eminentes, se tornaram urgentes diante da pandemia da Covid-19, e à indústria alimentícia não resta alternativa senão aprofundar ainda mais essa verdadeira revolução que vem experimentando já há quase uma década.

Diz-se que as crises trazem excelentes oportunidades de crescimento e é assim que a indústria de alimentos enxerga e vive esse momento. É tempo de se reinventar, de inovar. A tecnologia disponível, os compromissos inadiáveis com a sustentabilidade, a preocupação com a saudabilidade e, principalmente, os anseios e necessidades de um novo consumidor estão transformando a indústria de alimentos, processo esse que se intensificará –e muito – no futuro pós-pandêmico próximo.

Um novo consumidor, novas exigências para a indústria de alimentos

Independente da pandemia do novo coronavírus, a indústria de alimentos já tinha diante de si o compromisso de entender e atender um novo consumidor, bem diferente daquele com o qual estava acostumada a lidar há, por exemplo, uma ou duas décadas. Esse novo consumidor exige saudabilidade, quer saber exatamente o que está consumindo, cobra responsabilidade socioambiental dos seus fornecedores e quer ser atendido de forma individualizada.

Uma reconhecida consultoria internacional, a IRi, realizou um amplo estudo diante do isolamento social provocado pela pandemia, e chegou a alguns resultados que indicam caminhos para o futuro pós-pandemia da indústria de alimentos:

  • 53% dos entrevistados garantem que continuarão a cozinhar suas próprias refeições com mais frequência mesmo após o fim da pandemia. É um número alto, que certamente trará consequências para o mercado de alimentação fora do lar.
  • O consumidor buscou fazer suas compras junto ao pequeno produtor, numa postura política observada no mundo inteiro. Segundo a pesquisa, pequenas marcas tiveram um crescimento real de 18,3% no varejo norte-americano e as marcas próprias cresceram em torno de 12%. As grandes marcas tiveram um aumento de vendas bem menor, de 7,5%. Especialistas já falam em fusões e, ainda, na aquisição de pequenas marcas por parte de grandes indústrias. 
  • Outro ponto relevante (desta vez apontado por pesquisa da consultoria Evergi) se refere à saudabilidade. A procura por alimentos considerados mais saudáveis tem crescido acima da média: a venda de produtos antialérgicos, também nos EUA, aumentou 13%, a proteína à base de plantas vendeu 9% a mais e a venda de alimentos e bebidas que trazem em suas embalagens mensagens de autocuidado, como suporte imunológico, cresceram 12%.

É claro que somado a todas estas questões, a preocupação com a higiene na preparação, embalagem e comercialização dos produtos ganha um status jamais visto até aqui. Os processos já foram revistos, e serão intensificados e definitivamente incorporados.

9 tendências para a indústria de alimentos no pós-pandemia

O que não faltam são estudos em renomadas revistas científicas globais sobre as tendências de renovação na indústria de alimentos. Destacam-se nove tendências para a indústria de alimentos no pós-pandemia, que aparecem em 80 diferentes estudos de destaque sobre o tema.

  1. A indústria de alimentos buscará não depender mais de cadeias complexas de itens essenciais, que podem apresentar difícil acesso ou se tornar muito caras, diante de alguma outra catástrofe global.
  2. Haverá investimentos cada vez maiores e mais consistentes em rastreabilidade da comida, com o objetivo de reduzir as ameaças à saúde do consumidor.
  3. Os investimentos em avanços tecnológicos serão ainda maiores. A transformação digital já é uma realidade, foi ainda mais necessária durante a pandemia, por conta do isolamento social, e será um fator básico de sobrevivência das empresas.
  4. O confinamento de animais em grande escala (aves, suínos, bovinos e pescados) está sendo repensado porque tem grande potencial de eclosão de pandemias. Mudanças profundas acontecerão no setor de criação de animais.
  5. Mais do que outros setores, o frigorífico terá uma robotização acelerada porque hoje é considerado um fator crítico de contágio.
  6. A indústria alimentícia vai apostar muitas fichas na prevenção da perda da biodiversidade em áreas críticas e com riscos de provocar migração de hospedeiros de agentes patógenos zoonóticos (desmatamento tropical, por exemplo).
  7. Espera-se por uma importante redução de intermediários entre o produtor e o consumidor. Novos arranjos de logística serão realizados, com uso de drones, malhas de delivery otimizadas e e-commerce. Ganham força – muita força – os pequenos produtores.
  8. O consumidor apresentará novos hábitos alimentares, muito por conta da adoção definitiva do home office e da redução do tempo de deslocamento em transporte nas grandes cidades. Ganham ainda mais espaço os insumos voltados para o próprio preparo das refeições.
  9. Finalmente, o combate ao desperdício será adotado com muita força, inclusive com maior conscientização do consumidor para consumo de ingredientes fora de padrão, mas saudáveis.

Embalagens, uma verdadeira revolução

O setor de embalagens para a indústria de alimentos sofrerá, sem dúvidas, uma verdadeira revolução, com avanços tecnológicos notáveis. Antes de tudo, é preciso pontuar que já está havendo uma redefinição dos pontos que devem constar nas informações impressas nas embalagens. A tendência é que isso se intensifique muito, e o consumidor seja muito mais bem informado sobre o que está consumindo e de onde aquele alimento vem. Não bastam informações sobre o número de calorias, por exemplo. A composição do alimento e sua rastreabilidade ganham destaque.

As embalagens, propriamente ditas, mudarão sensivelmente. Já há, no mundo inteiro, experiências com embalagens que indicam, por meio de cores, sobre o prazo de validade, por exemplo. Será possível ver na hora se esse prazo está vencido apenas pela cor da embalagem. Outra novidade é o uso de filmes antimicrobianos. Sabe-se, por exemplo, que o vírus da Covid-19 resiste sobre uma superfície plástica entre 36 e 72 horas , e combater isto está na pauta das inovações das embalagens da indústria alimentícia. Investe-se, também, em embalagens que oferecem maior prazo de validade ao produto.

As mudanças que acontecerão na agricultura

Ainda é cedo para apontar as mudanças que a pandemia do novo coronavírus provocará na agricultura e que permanecerão como um legado no mundo pós-Covid-19. Mas os especialistas falam em um processo de robotização ainda maior de todo o setor e adoção de medidas mais intensas de higiene. O maior impacto, porém, deve acontecer sobre o cultivo de orgânicos, e isso é uma tendência global. No Brasil, especificamente, o cultivo de orgânicos já vinha crescendo anualmente algo em torno de 20%, mas estes números aumentarão significativamente, apostam os especialistas. O uso de defensivos agrícolas também deverá ser revisto (mas não eliminado, claro).

A Engine e a nova realidade da indústria alimentícia

Não há dúvida alguma que a transformação digital tomará conta de vez da indústria de alimentos no cenário pós-pandemia. Ela é a maior aliada da segurança do alimento, tema que conduz toda a revolução pela qual passa o setor. Uma gestão integrada, com informações detalhadas just-in-time, faz toda a diferença e permite um acompanhamento muito maior do dia a dia. 

Há 25 anos, a Engine acumula experiência e expertise na condução da transformação digital de inúmeras empresas da indústria de alimentos. Oferecemos as melhores soluções de gestão empresarial de classe mundial, por meio de processos seguros, sustentáveis e informações ágeis entre as áreas estratégicas do negócio para a tomada de decisões. Não há inovação sem transformação digital, bem como não há tecnologia sem gente preparada para utilizá-la e propósitos consolidados.

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