Transformação digital: diretrizes para inovar e competir na Indústria Farmacêutica 4.0

transformação digital

Seu produto pode não ser tecnologia, você pode não vender um aplicativo, mas a sua empresa é conhecida, reconhecida, comunicada e julgada por meio da tecnologia. Isso é transformação digital. “Até 2020, a experiência do cliente superará o preço e o produto como o diferenciador-chave da marca. 86% dos compradores pagarão mais para terem uma melhor experiência”, segundo a CEI Survey.

Para transformar o seu negócio e permitir que esses novos canais gerem valor real para você, é preciso repensar as ações e integrar o digital no coração do funcionamento da empresa, tornando-o parte do seu DNA. A sua marca é a experiência digital que você oferece para o seu cliente.

A experiência que você oferece para seus clientes deve ser dinâmica e contínua. O digital está entrando na sua empresa para movimentar processos estáticos, de lentidão e desconhecimento do seu consumidor. Você deve estar disponível agora, não daqui a dez dias. A informação acontece ao vivo.

O processo de transformação digital tem início com uma estratégia de avaliação do negócio, em um cenário predominado por incertezas e que exige foco nos desafios que virão. É necessário imaginar como as tecnologias digitais poderão impactar o negócio, pensando em todas as possíveis rupturas do mercado, estando aberto às mudanças e reestruturações nos seus processos para, então, traçar o destino a ser alcançado.

A transformação digital atingirá de maneira disruptiva todos os setores e mercados mais rápido do que imaginamos. Empresas estão sob sucesso e o risco do desaparecimento do próprio negócio, pois mesmo com o suporte das tecnologias, dependem muito da capacidade de compreenderem a amplitude da transformação que precisam e do desafio de implementarem suas estratégias digitais o mais rapidamente possível.

A essência da transformação digital consiste basicamente em: digitalização, desmaterialização, desmonetização, democratização e disrupção. Para não ser pego de surpresa, você mesmo a provoca, gerando desafios e riscos e abrindo novas oportunidades para o seu negócio. Transformação digital não é uma adoção massiva de novas tecnologias, mas uma revolução digital no mundo dos negócios.

O Agile Elephant define transformação digital como “uma mudança de liderança, pensamento, incentivo à inovação e novos modelos de negócios, incorporando a digitalização de ativos e um aumento no uso da tecnologia para melhorar a experiência dos funcionários, clientes, fornecedores, parceiros e partes interessadas”.

É uma mudança de comportamento e processos que afeta todos os setores, principalmente a indústria farmacêutica. O digital está capacitando as pessoas a desempenhar um papel mais ativo em seus próprios cuidados e tornando os processos mais eficientes para os prestadores de serviços.

As grandes empresas farmacêuticas não são mais a única fonte de informações sobre como seus produtos funcionam. As recentes tendências da transformação digital fornecem a pacientes e players do setor acesso sem paralelo sobre o impacto de uma estratégia de saúde e como isso pode afetar seu bem-estar geral e a vida cotidiana.

As plataformas e comunidades online permitem que as pessoas discutam o progresso de seus tratamentos, enquanto alguns aplicativos conseguem rastrear como um paciente é afetado por uma medida terapêutica prescrita. Essas fontes fornecem aos especialistas insights acionáveis ​​sobre a segurança e eficácia de um medicamento ou terapia. 

De acordo com a consultoria McKinsey, em um artigo intitulado The Road to Digital Success in Pharma, o primeiro passo para se adaptar a esse influxo da digitalização é desenvolver processos para oferecer a você a capacidade de usar esses novos ativos de maneira eficaz. Ao fazer isso, as empresas farmacêuticas, antigas e novas, garantem que permaneçam a “principal fonte de autoridade no desempenho de seus produtos”.

A visualização de dados não é apenas estética, é baseada em resultados reais e em descobertas do setor. Com uma quantidade crescente de conteúdo disponível online diariamente, a maneira como as pessoas acessam e processam informações está mudando. 

O compartilhamento da inteligência baseada em dados deve ser feita de uma maneira tangível e acessível a um público mais amplo, não apenas à mente científica. Por exemplo, a visualização de dados pode melhorar como as informações do paciente são comunicadas a eles ou como certos medicamentos e tratamentos estão afetando diferentes áreas do sistema fisiológico.

Embora os profissionais de saúde continuem representando a relação entre pacientes e a indústria farmacêutica, as tendências digitais estão demonstrando que uma quantidade crescente de pessoas está mais engajada com seus planos de tratamento. A McKinsey diz que, devido à grande quantidade de informações digitais acessíveis em assistência médica e farmacêutica, mais de 85% dos pacientes se sentem mais à vontade em tomar as rédeas de seus tratamentos – ainda mesmo que com o mínimo acompanhamento profissional.

Essas informações permitem que os pacientes desenvolvam um melhor relacionamento com sua saúde e avaliem o custo dos produtos farmacêuticos ou serviços de saúde de que precisam. Para novas empresas farmacêuticas, as chamadas biotechs, tendências de transformação digital como essas podem ser benéficas, pois a indústria tem a oportunidade de se conectar e se envolver com potenciais clientes no ambiente digital.

Não apenas o atendimento ao paciente será aprimorado por meio de análises, inteligência artificial e outras tecnologias avançadas, mas a indústria de desenvolvimento farmacêutico também será transformada. Com informações em tempo real de ensaios clínicos, os fabricantes de medicamentos entenderão melhor como um medicamento afeta um usuário e como eles podem otimizar seus efeitos e minimizar os efeitos colaterais.

Para que as organizações sobrevivam e prosperem no setor de saúde digitalizado, as farmacêuticas devem começar a gerar ideias e implementar estratégias digitais imediatamente para desenvolver um modelo de negócio que permita transformar seus pontos fortes. No final do dia, é vital que essas empresas mantenham o objetivo final no centro de sua missão: a saúde e a segurança de seus pacientes.

No relatório 2017 Digital Trends in Healthcare and Pharma da Econsultancy, quase 500 participantes da indústria farmacêutica se envolveram na descoberta de quais áreas do marketing digital serão “muito importantes” nos próximos anos para o segmento. 

De acordo com suas descobertas, 74% dos entrevistados afirmaram que “otimizar a jornada do cliente em vários pontos de contato” estará entre as estratégias de marketing digital mais importantes para o futuro. Então, o que isso significa para novas empresas farmacêuticas e profissionais da saúde? Simplificando, significa que haverá um envolvimento mais amplo de vários pontos de contato do processo de atendimento ao paciente. De representantes de vendas de produtos farmacêuticos ao atendimento virtual atualizado e 24/7. Se tornará norma no setor.

De acordo com a McKinsey, já existem aplicativos de atendimento virtual, incluindo o NeoCare Solutions da Aetna, que trabalha para fornecer assistência sob demanda de enfermeiras neonatais depois que os pais voltam para casa com seus bebês. A personalização desempenhará um papel fundamental nessa transformação de horário comercial restrito para acesso 24/7 ao atendimento. Tecnologias como sensores e aplicativos permitirão atendimento exclusivo ao paciente, personalizado para atender às suas necessidades específicas.

Para empresas farmacêuticas, essa mudança de expectativa e experiência significa que uma mudança centrada no cliente está em ordem para o sucesso. No entanto, o relatório Digital Trends and Healthcare adverte sobre processos burocráticos e crescimento lento para organizações de grande porte como sendo o principal desafio para sobreviver a essas tendências de transformação digital. 

As empresas do setor precisam se preparar para o maior desafio de sua história: o futuro. A tecnologia digital é irrefreável e o consumidor tornou-se um mutante digital. Lidar com tudo isso, alcançar mais excelência, inovar e garantir competitividade são os desafios. Em resumo: é preciso lidar com tudo isso e manter um alto nível de gestão, rumo ao que chamamos hoje de EMPRESA INTELIGENTE.

Inteligência Artificial, Internet das Coisas, nuvem, robótica avançada, mobilidade, blockchain, realidade aumentada: tudo isso, de alguma forma, já está sendo aplicado na indústria farmacêutica ou no radar de CEOs, CFOs, CIOs, CMOs e COOs. Começamos chamando de transformação digital, que consistia em reinventar modelos de negócio de olho no novo consumidor e nas novas tecnologias ou tecnologias emergentes.

Todas essas possibilidades e as tecnologias envolvidas trazem à mesa um volume cada vez maior de informações e a necessidade de transformá-las em inteligência, inovações, agilidade, decisões e em melhor gestão. Isso nos conduz ao que o mercado está chamando de Empresa Inteligente. As novas modalidades de computação corporativa, tais como Cloud Computing e Machine Learning estão permitindo que empresas construam processos de negócios mais inteligentes.

Ou seja, empresas Inteligentes são aquelas que colocam seus sistemas corporativos e essas tecnologias digitais emergentes a serviço de combinar dados para repensar seus processos, eliminar riscos, reduzir custos, gerar insights inteligentes e aumentar os resultados.